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Preparo de solo

  • Solo e Preparo
  • Publicado em 27/12/2011

Dependendo do tipo de vegetação existente na área e do grau de declividade tem-se a destoca, com lâminas em tratores pesados com ou sem auxilio de correntes, para áreas com cobertura vegetal do tipo cerrado denso e com pouca declividade. Conquanto, estas áreas no Brasil estão se tornando cada vez mais escassas (IBGE, 2004).
 
Em áreas cobertas com tipos de vegetação que, predominantemente são baixas, como naquelas cobertas por cerrados ralos, campos nativos e de pastagens degradadas, com pequeno grau de declividade, deve-se como primeira medida, fazer aração com arado tipo aiveca. Esta aração irá também promover uma incorporação do calcário, da matéria orgânica superficial, das sementes de ervas daninhas e ainda promover uma maior descompactação deste solo. De acordo com a potência disponível no trator, pode-se usar arados com duas ou quatro aivecas. Sendo que a potência requerida variará de 70 a 110HP.

Ainda, a aiveca poderá ser lisa ou recortada, se o solo for caracterizado como arenoso ou argiloso. O arado tipo aiveca deve ser dotado de um opcional que permita que a aiveca se desarme quando encontrar algum tipo de resistência. Após a aração, proceder a uma gradagem de nivelamento, antes do plantio. Esta operação deve ser feita, se possível, durante o período de seca. Segundo a textura do solo, nos arenosos recomenda-se fazer uma compactação do solo com rolo compactador, antes e após plantio. Este cuidado é muito importante, pela característica das sementes forrageiras (pequeno tamanho), principalmente das gramíneas.

Normalmente, em solos areno-argilosos ou francos é recomendada uma compactação imediatamente após o plantio. Poderá também ocorrer situações de plantio direto após o dessecamento da vegetação existente, principalmente em se tratando de pastagem degradada e campos nativos.

Após as operações de limpeza, sempre proceder à conservação do solo, nos casos pertinentes. Áreas com declividade inferior a 8%, não é necessário conservação do solo, por constituir a cobertura da pastagem uma medida eficiente neste sentido, exceção em solos arenosos. Neste caso deve-se usar cordão em contorno. Estas áreas são, hoje, as mais usadas para o sistema agropastoril, em que se usa o plantio direto. Áreas com declividades entre 8 e 18%, devem ser preparadas com construção de cordão em contorno, sem gradiente, aração e uso de plantas que protejam bem o solo (estoloníferas), independente da textura do solo.

Áreas com declividade entre 18 e 35%, as operações de desmatamento e/ou destoca e abertura de sulcos para plantio devem ser feitas apenas em 2/3 da superfície inferior da elevação. A parte superior (1/3), se possuir alguma vegetação arbustiva, deve ser cercada por um período superior a cinco anos e não receber nenhum tratamento mecânico ou químico, independentemente da textura do solo.

Nestas áreas, não havendo vegetação arbustiva, deve-se proceder ao plantio de plantas arbóreas frutíferas e/ou leguminosas. A parte inferior (2/3 inferior), deve-se usar espécies forrageiras estoloníferas e não fazer nenhum tipo de conservação de solo, para evitar acidentes com animais, devido a altura dos degraus formados pelos terraços. Áreas com declividade acima de 35%, não devem ser utilizadas na forma de pastagens e se o são devem ser transformadas em sistema Silviopastoril.