26/11/2019
Manejo de pastagem
Um bom manejo é necessário para evitar degradações no solo como erosões, compactações e baixa infiltração da água no solo, além de evitar invasões de plantas indesejáveis que comprometem a alimentação de um rebanho.
O manejo de pastagem é muito importante quando o assunto é garantir a produtividade sustentável do agronegócio. Um bom manejo é necessário para evitar degradações no solo como erosões, compactações e baixa infiltração da água no solo, além de evitar invasões de plantas indesejáveis que comprometem a alimentação de um rebanho.

Dependendo da forma do manejo de pastagem, o valor nutritivo da forragem consumida pelos animais poderá ser mais baixo do que o necessário para eles.

Um bom manejo tem como objetivo conservar sempre a qualidade do solo, manter constante a produção de capim, proporcionar ao animal alimentação em quantidade e qualidade nutritiva necessária durante todo o ano e evitar a degradação da pastagem.

Sistemas de pastejo


Contínuo: durante todo o ano, os animais permanecem pastando na mesma área, enquanto as outras são tratadas para manter o mesmo nível de qualidade.

Rotacionado: a pastagem é subdivididas em áreas menores (piquetes) que são utilizadas uma em seguida da outra, em forma de rodízio, com o intuito de revezar os espaços ocupados com espaços de descanso.

Diferido: por um período de tempo a pastagem é deixada em descanso sem nenhum animal. Esse sistema tem como princípio acumular capim para ser utilizado posteriormente. Em geral esse modo é utilizado em períodos de escassez de capim.

É necessário levar em consideração os conceitos do manejo de pastagem, com eles ficará mais fácil definir qual sistema de pastejo é melhor para cada pastagem.

Taxa de lotação: número de animais pastejando dentro de um hectare. Com a intenção de gerar lucro rapidamente, muitos produtores utilizavam lotações animais muito acima da capacidade de suporte das pastagens, sem repor os nutrientes ao solo, fazendo com que a sua vida útil fosse comprometida.

Pressão de pastejo: relação entre o peso vivo animal e quantidade de forragem disponível no pastejo. Esse fator, associado a taxa de lotação, é o que mais afeta a persistência das pastagens.

Capacidade de suporte: é a junção de uma taxa de lotação com uma pressão de pastejo boa, durante um determinado tempo, em que é observado a produção animal máxima por área sem causar degradações à pastagem.

Essa capacidade pode variar a partir do solo, clima, estação do ano e espécie.

Período de ocupação: tempo que os animais ficam em cada piquete. Esse tempo deve ser compatível com a quantidade de forragem acumulada e esta é quem define realmente a taxa de lotação do local.

Frequência de pastejo: Mesmo com uma taxa de lotação razoável, as pastagens necessitam de descanso do pastejo para que possam se restaurar, evitando a degradação da pastagem.

A frequência de pastejo é definida pelo sistema de pastejo.